Sonhos como esses são experiências da natureza feminina selvagem. Eles são estados de sentimentos profundos em termos emocionais e muitas vezes físicos que funcionam como uma reserva de alimentos. Podemos recorrer a ela quando é parco nosso sustento espiritual.

Quando o rei vai embora em alguma aventura, sua contribuição psíquica para a descida é mantida pelo amor e pela memória. A donzela compreende que o princípio régio do outro mundo está comprometido com ela e não a abandonará, como prometeu antes de se casar. Muitas vezes, nessa época, a mulher está "cheia de si mesma". Ela está grávida, ou seja, impregnada de uma idéia nascente acerca do que sua vida pode vir a se tornar se ao menos ela prosseguir com seus esforços. É um período mágico e frustrante, como iremos ver, pois esse é um ciclo de descidas, e há mais uma logo em seguida.É em virtude da explosão de vida nova que a vida da mulher mais uma vez parece tropeçar perto demais da borda e salta direto no abismo. Dessa vez, porém, o amor do masculino interno e o velho Self selvagem irão apoiá-la como nunca antes. A união do rei e da rainha do outro mundo gera um filho. Um filho feito no outro mundo é uma criança mágica que tem todo o potencial associado ao mundo subterrâneo, como por exemplo a audição aguçada e a capacidade inata de pressentir, mas aqui ela está em seu Anlage, ou estágio "daquilo que irá ser". É nessa hora que as mulheres em viagem têm idéias surpreendentes, alguns poderiam dizer grandiosas, que resultam de ter olhos e expectativas novos e esperançosos. Entre as mais jovens, isso pode ser tão simples quanto a procura de novos interesses e novos amigos. Para as mais velhas, isso pode representar toda uma epifania tragicômica de divórcio, reconstituição e um felizes-para-sempre sob medida para cada uma.

Comentários

  1. Dar à luz é o equivalente psíquico de adquirir identidade, um self, ou seja, ter
    uma psique não-dividida. Antes desse nascimento de nova vida no outro mundo, é
    provável que a mulher considere que todas os aspectos e personalidades dentro de si
    sejam como um caldeirão de nômades que entram e saem da sua vida ao acaso. Com
    o nascimento no outro mundo, a mulher aprende que tudo que a toque mesmo de
    leve faz parte dela. Às vezes é difícil fazer essa diferenciação de todos os aspectos da
    psique, especialmente no que diz respeito às tendências e impulsos que consideramos
    repulsivos. O desafio de amar aspectos desagradáveis de nós mesmas é um dos
    maiores esforços já enfrentados por uma heroína.

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O que vemos são duas mulheres que, durante o prazo de sete anos, vêm a se conhecer mutuamente. O espírito de branco é semelhante à telepática Baba Yaga em "Vasalisa", que é uma representação da velha Mãe Selvagem. Como a Yaga diz a Vasalisa, muito embora nunca a tenha visto antes, "Sei, conheço o seu pessoal", esse espírito feminino que toma conta da estalagem no outro mundo já conhece a jovem rainha, pois ela também faz parte da sagrada Mulher Selvagem, que tudo sabe.

As idades e os estágios da vida da mulher fornecem tanto tarefas a serem realizadas quanto atitudes nas quais enraizá-las.

Depois disso, nosso espírito reage movimentando-se quando nos movemos, procurando alcançar quando procuramos alcançar, caminhando quando caminhamos, mas sem nenhum sentimento no que faz.