A vida da mulher é dividida em fases, cada uma com sete anos. Cada período de sete anos representa um certo conjunto de experiências e aprendizagens. Essas fases podem ser compreendidas em termos mais concretos como estágios do desenvolvimento, mas elas podem ainda mais ser vistas como estágios espirituais de desenvolvimento que não correspondem necessariamente à idade cronológica da mulher, embora às vezes isso ocorra.

Desde o início dos tempos, a vida das mulheres foi dividida em fases, a maioria relacionada à mudança dos poderes do corpo. É útil atribuir uma seqüência à vida física, espiritual, emocional e criativa da mulher para que ela tenha condições de prever "o que virá em seguida" e de se preparar para tal. O que virá a seguir está no campo da Mulher Selvagem instintiva. Ela sempre sabe. No entanto, com o passar dos tempos, à medida que os antigos ritos de iniciação eram abandonados, a instrução das mulheres mais jovens pelas mais velhas acerca desses estágios inerentes à mulher foi também sendo ocultada. A observação empírica da inquietação, do desassossego, dos anseios, das mulheres e do crescimento traz de volta à luz os antigos padrões ou fases da vida profunda da mulher. Embora possamos dar títulos específicos aos estágios, todos eles são ciclos de conclusão, de envelhecimento, de morte e de renascimento. Os sete anos que a donzela passa na floresta irão ensinar-lhe os detalhes e os dramas relacionados a essas fases. Temos aqui ciclos de sete anos cada, que se estendem por toda a vida da mulher. Cada um tem seus ritos e suas tarefas. Cabe a nós cumpri-los.

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O que vemos são duas mulheres que, durante o prazo de sete anos, vêm a se conhecer mutuamente. O espírito de branco é semelhante à telepática Baba Yaga em "Vasalisa", que é uma representação da velha Mãe Selvagem. Como a Yaga diz a Vasalisa, muito embora nunca a tenha visto antes, "Sei, conheço o seu pessoal", esse espírito feminino que toma conta da estalagem no outro mundo já conhece a jovem rainha, pois ela também faz parte da sagrada Mulher Selvagem, que tudo sabe.

As idades e os estágios da vida da mulher fornecem tanto tarefas a serem realizadas quanto atitudes nas quais enraizá-las.

Depois disso, nosso espírito reage movimentando-se quando nos movemos, procurando alcançar quando procuramos alcançar, caminhando quando caminhamos, mas sem nenhum sentimento no que faz.