Segundo a visão do outro mundo, somos uma chama forte debatendo-se contra um vidro escuro para quebrá-lo, libertando-se. E todos os elementos úteis no nosso lar subterrâneo apressam-se a nos ajudar.

O rei ajuda a donzela a viver com maior capacidade no outro mundo da sua missão. E isso é bom, pois às vezes na descida sente-se menos como um acólito e mais como um pobre monstro que por acaso fugiu do laboratório. Do seu ponto privilegiado, no entanto, as figuras do mundo subterrâneo nos vêem como uma vida abençoada lutando com dificuldades.Nos tempos remotos, a descida da mulher ao outro mundo era realizada para que ela se casasse com o rei (em alguns ritos, aparentemente não havia rei algum, e a acólita provavelmente se casava direto com a Mulher Selvagem do outro mundo).

Comentários

  1. Nessa história, vemos um remanescente disso quando o rei lança um olhar à donzela
    e de imediato, sem hesitação ou dúvida, sente amor por ela como se fosse sua igual.
    Ele a reconhece como igual, não apesar do seu estado selvagem, de andarilha,
    mutilado, mas por causa dele. O tema de ser tão carente, e no entanto tão protegida,
    continua. Muito embora perambulemos por aí sem mãos, semicegas, desamparadas e
    sem nos banharmos, uma imensa força do Self pode nos amar e nos guardar junto ao
    coração.

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