O que vemos são duas mulheres que, durante o prazo de sete anos, vêm a se conhecer mutuamente. O espírito de branco é semelhante à telepática Baba Yaga em "Vasalisa", que é uma representação da velha Mãe Selvagem. Como a Yaga diz a Vasalisa, muito embora nunca a tenha visto antes, "Sei, conheço o seu pessoal", esse espírito feminino que toma conta da estalagem no outro mundo já conhece a jovem rainha, pois ela também faz parte da sagrada Mulher Selvagem, que tudo sabe.

Mais uma vez a história sofre um corte significativo. As tarefas e aprendizados exatos daqueles sete anos não são mencionados, a não ser para serem descritos como repousantes e revitalizantes. Embora pudéssemos supor que os aprendizados da velha religião da natureza subjacentes à história fossem mantidos em segredo por tradição, não podendo, portanto, estar num conto de fadas, é muito mais provável que haja outros sete aspectos ou episódios nessa história, uma para cada ano que a donzela passou na floresta do aprendizado. Não desanime, porém, na psique nada se perde, está lembrada?
Podemos recordar tudo que ocorreu naqueles sete anos a partir de pequenos fragmentos obtidos de outras fontes de iniciação das mulheres. A iniciação da mulher é um arquétipo; e, embora um arquétipo tenha muitas variações, seu núcleo permanece constante. Portanto, segue-se o que descobrimos a respeito da iniciação a partir do exame de outros contos de fadas e mitos, tanto da literatura oral quanto da escrita. A donzela fica ali sete anos, pois é esse o tempo de uma estação na vida da mulher. O sete é o número de dias de cada fase da lua e é também o número de outras expressões do tempo sagrado: os sete dias da criação, os sete dias da semana e assim por diante.

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