Pois, cá estamos, com a roupa enlameada, caminhando por uma estrada nunca vista antes, e com o sinal da Mulher Selvagem reluzindo cada vez mais dentro de nós.

Figuras santas desde tempos imemoriais asseguram-nos de que na estrada aberta da transformação já há "um lugar a nós destinado". E até esse lugar, seja pelo faro, seja pela intuição, somos arrastadas ou nos vemos transportadas pelo destino. Todas nós acabamos chegando ao pomar do rei. Não há como escapar. Nesse episódio, os três atributos masculinos da psique da mulher — o jardineiro, o rei e o mago — são os vigias, os inquiridores e auxiliares na viagem da mulher pelo outro mundo, onde nada é como aparenta ser. À medida que o aspecto régio da psique da mulher no outro mundo descobre ter havido uma alteração na ordem do pomar, ele volta com o mago da psique, que tem condição de entender questões do mundo humano bem como do espiritual, que pesquisa as distinções entre os fatos psíquicos e o inconsciente.

Comentários

  1. E assim eles observam enquanto o espírito mais uma vez esgota o fosso. Como
    mencionamos antes, esse fosso representa um símbolo semelhante ao do Estige, um
    rio venenoso através do qual as almas dos mortos eram transportadas em barcaças da
    terra dos vivos até a terra dos mortos. Ele não representava veneno para os mortos,
    apenas para os vivos. Cuidado, portanto, com aquela sensação de repouso e
    realização que pode seduzir os humanos a considerarem que um feito espiritual ou o
    término de um ciclo espiritual seja um ponto em que podem parar e descansar sobre
    os louros para todo o sempre. O fosso é um local de descanso para os mortos, um
    encerramento no final da vida, mas a mulher viva não pode ficar muito tempo perto
    dele para não se tornar letárgica em seus ciclos de produção da alma

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