O trecho da história que menciona a colocação de um véu sobre o rosto do rei enquanto ele dorme tem grande probabilidade de ser mais um fragmento dos antigos ritos dos mistérios.
Na Grécia, há uma bela escultura exatamente dessa imagem: um
iniciando coberto com um véu, com a cabeça inclinada como se estivesse
descansando, esperando ou dormindo. Agora vemos que o animus não pode estar
agindo num nível inferior ao do conhecimento dela. Se não fosse assim, ela mais uma
vez iria se sentir dividida entre o que sente e sabe intimamente e a forma pela qual,
através do animus, ela deveria se comportar no mundo. Por isso, o animus
perambula pela natureza, na sua própria condição masculina, também na floresta.
Não é de se estranhar que tanto a donzela quanto o rei sejam levados a
percorrer terras psíquicas onde esses processos se realizam. Eles podem ser
aprendidos apenas na natureza selvática, somente quando se está grudado à pele da
Mulher Selvagem. É freqüente que a mulher iniciada dessa maneira descubra que seu
amor subterrâneo pela natureza selvagem vem à tona na sua vida no mundo objetivo.
É que, em termos psíquicos, ela traz consigo o perfume de lenha queimando.
Costuma acontecer de ela agir aqui de acordo com o que aprendeu lá.

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