O trecho da história que menciona a colocação de um véu sobre o rosto do rei enquanto ele dorme tem grande probabilidade de ser mais um fragmento dos antigos ritos dos mistérios.

Na Grécia, há uma bela escultura exatamente dessa imagem: um iniciando coberto com um véu, com a cabeça inclinada como se estivesse descansando, esperando ou dormindo. Agora vemos que o animus não pode estar agindo num nível inferior ao do conhecimento dela. Se não fosse assim, ela mais uma vez iria se sentir dividida entre o que sente e sabe intimamente e a forma pela qual, através do animus, ela deveria se comportar no mundo. Por isso, o animus perambula pela natureza, na sua própria condição masculina, também na floresta. Não é de se estranhar que tanto a donzela quanto o rei sejam levados a percorrer terras psíquicas onde esses processos se realizam. Eles podem ser aprendidos apenas na natureza selvática, somente quando se está grudado à pele da Mulher Selvagem. É freqüente que a mulher iniciada dessa maneira descubra que seu amor subterrâneo pela natureza selvagem vem à tona na sua vida no mundo objetivo. É que, em termos psíquicos, ela traz consigo o perfume de lenha queimando. Costuma acontecer de ela agir aqui de acordo com o que aprendeu lá.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que vemos são duas mulheres que, durante o prazo de sete anos, vêm a se conhecer mutuamente. O espírito de branco é semelhante à telepática Baba Yaga em "Vasalisa", que é uma representação da velha Mãe Selvagem. Como a Yaga diz a Vasalisa, muito embora nunca a tenha visto antes, "Sei, conheço o seu pessoal", esse espírito feminino que toma conta da estalagem no outro mundo já conhece a jovem rainha, pois ela também faz parte da sagrada Mulher Selvagem, que tudo sabe.

As idades e os estágios da vida da mulher fornecem tanto tarefas a serem realizadas quanto atitudes nas quais enraizá-las.

Depois disso, nosso espírito reage movimentando-se quando nos movemos, procurando alcançar quando procuramos alcançar, caminhando quando caminhamos, mas sem nenhum sentimento no que faz.