Essa também é uma forte metáfora da idéia de salvamento do Self-criança, do Self da alma, para que ele não volte a se perder no inconsciente, para que não se esqueça de quem somos e de qual é a nossa tarefa. É nesse ponto nas nossas vidas que até mesmo pessoas muito encantadoras, idéias sedutoras, músicas fascinantes podem ser rejeitadas com facilidade, especialmente se não propiciarem a união da mulher com o selvagem.
Para muitas mulheres, é prodigiosa a passagem da sensação de entusiasmo ou
atração por qualquer idéia ou pessoal que bata à sua porta para a de ser uma mulher
que refulge com La Destina, que é possuída de um profundo sentido do seu próprio
destino. Com o olhar direto, as palmas voltadas para fora, com a audição do self
instintivo intacta, a mulher volta à vida com essa atitude nova e vigorosa.
Nessa versão, a donzela cumpriu sua tarefa de tal modo que, quando ela
precisa da ajuda das mãos para tatear e para proteger seu avanço, elas aparecem. Elas
se regeneram através do medo de perda do Self-criança. A regeneração do controle da
mulher sobre a própria vida e o próprio trabalho por vezes causa uma lacuna
momentânea neste último, pois ela pode não ter total confiança nessas forças recémadquiridas. Ela pode ter de experimentar usá-las por algum tempo para perceber qual é o seu alcance.

Com freqüência, temos de reformar nossas idéias acerca de “uma vez sem
ResponderExcluirpoder (sem as mãos), sempre sem poder”. Depois de todas as nossas perdas e de todo
o nosso sofrimento, descobrimos que, se quisermos nos esforçar, seremos
recompensadas com a possibilidade de agarrar a criança que é mais valiosa para nós.