E assim, nessa época do aprendizado da donzela na profundeza da floresta, ocorre mais um milagre. Suas mãos começam a voltar a crescer em fases, a princípio as de um bebê
Podemos considerar que isso signifique que sua compreensão de tudo
que ocorreu seja inicialmente imitativa, como a compreensão de um bebê. À medida
que as mãos se transformam nas de uma criança, ela desenvolve uma compreensão
concreta, mas não absoluta, de tudo. Quando afinal elas se transformam em mãos de
mulher, ela conseguiu captar, com prática e profundidade, o não-concreto, o
metafórico, o caminho sagrado em que esteve.
À medida que praticamos o profundo conhecimento instintivo acerca de todo
tipo de aprendizado que obtemos durante toda uma vida, nossas mãos voltam a nós,
as mãos da nossa feminilidade. É divertido às vezes observar a nós mesmas quando
entramos pela primeira vez num estágio psíquico imitando o comportamento que
gostaríamos de aprender. Mais tarde, à medida que prosseguimos, atingimos nossa
própria fase espiritual, nosso próprio formato de direito.

De vez em quando, uso outra versão dessa história em representações e na
ResponderExcluiranálise. Nessa versão, a jovem rainha vai até o poço. Quando se curva para puxar a
água, a criança cai no poço. A jovem rainha começa a berrar, e um espírito aparece e
pergunta por que motivo ela não salva seu filho. "Porque eu não tenho mãos!" Grita
ela. "Tente", diz o espírito. E quando a donzela mergulha os braços na água, tentando
alcançar seu filho, suas mãos se refazem naquele exato instante, e a criança é salva.