Durante a trajetória da mulher por esses ciclos, suas camadas de defesa, proteção e densidade vão se tornando mais diáfanas até que o brilho da sua própria alma começa a transparecer. Podemos sentir e ver o movimento da alma dentro da psique corporal de uma forma surpreendente à medida que envelhecemos cada vez mais.
Portanto, o sete é o número da iniciação. Na psicologia arquetípica há
literalmente dezenas de referências ao símbolo do sete. Uma referência que considero
valiosíssima para ajudar as mulheres a diferenciar as tarefas que as esperam, bem
como para determinar sua posição atual na floresta do outro mundo faz parte das
antigas atribuições dos sete sentidos. Acreditava-se que esses atributos simbólicos
pertencessem a todos os seres humanos, e eles aparentemente constituíam uma
iniciação na alma através das metáforas e dos sistemas reais do corpo.
Segundo os ensinamentos antigos, os sentidos representam aspectos da alma,
ou do "santo corpo interno", e devem ser exercitados e desenvolvidos. Embora o
trabalho seja longo demais para ser exposto aqui, gostaria de dar apenas uma olhada
nessa antiga tradição. São os seguintes os sete sentidos e, portanto, as sete áreas de
tarefas a cumprir: animação, sensação, fala, paladar, visão, audição e olfato.

Dizia-se que cada sentido estaria sob a influência de uma energia dos céus.
ResponderExcluirPara trazer isso de volta à realidade, quando as mulheres trabalhando em grupo
falam nessas coisas, descrevem-nas, exploram-nas e as investigam, elas podem usar
essas metáforas, a partir da mesma referência, para melhor examinar os mistérios
dos sentidos: o fogo anima, a terra provoca a sensação, a água produz a fala, o ar leva
ao paladar, a névoa gera a visão, as flores propiciam a audição e o vento sul cria o
olfato.
A partir do traço ínfimo que restou do antigo rito iniciático nessa parte da
ResponderExcluirhistória, especialmente a expressão "sete anos", tenho a forte impressão de que os
estágios da vida inteira da mulher, bem como questões como a dos sete sentidos e de
outros itens tradicionalmente contados aos sete, eram ressaltados para a inicianda
dos tempos de outrora e mesclados nas suas tarefas. Um antigo fragmento de história
que me deixa extremamente intrigada vem de Cratynana, um velho contador de
histórias suábio, que afirmava que antigamente as mulheres costumavam passar
alguns anos longe de casa, num lugar nas montanhas, exatamente da mesma forma
que os homens se afastavam por muito tempo a serviço do exército do rei.