Cobrir algo com um véu intensifica sua ação ou seu sentimento. Isso as mulheres de todo o mundo sabem.

Havia uma expressão usada pela minha avó, "cobrir a tigela". Significava pôr um pano branco sobre uma tigela com massa sovada para fazer o pão crescer. O véu para o pão e o véu para a psique têm o mesmo objetivo. Existe um poderoso fermento na alma das mulheres durante sua descida. Ocorre nelas uma forte fermentação. Ficar por trás de véus aperfeiçoa nosso insight místico. Desse ponto de vista, todos os seres humanos parecem diáfanos; todos os acontecimentos, todos os objetos, têm a cor que teriam ao amanhecer, ou num sonho.

Comentários

  1. Na década de 1960, as mulheres costumavam cobrir-se com o próprio cabelo.
    Elas deixavam crescer longas cabeleiras, passavam o cabelo a ferro e o usavam como
    uma cortina, como um meio de encobrir o rosto — como se o mundo estivesse aberto
    demais, nu demais, e o cabelo pudesse isolar o frágil self de cada uma. Há uma dança
    no Oriente Médio com véus e é claro que as muçulmanas modernas usam véus. A
    babushka da Europa Oriental e os trajes usados nas cabeças de mulheres das
    Américas Central e do Sul também são remanescentes dos véus. As mulheres da Índia
    usam véus naturalmente, da mesma forma que as africanas.
    À medida que fui observando o mundo, comecei a sentir um pouco de pena da
    mulher moderna que não tem véus para usar. Pois, ser uma mulher livre e usar um
    véu à vontade é dispor do poder da mulher misteriosa. Ver uma mulher dessas oculta
    por véus é uma experiência impressionante

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Portanto, quando o moleiro começa a cortar lenha, poderíamos dizer que a psique começou a fazer o trabalho extremamente árduo de produzir luz e calor para si mesma

O sétimo estágio — O noivo e a noiva selvagens

A vida da mulher é dividida em fases, cada uma com sete anos. Cada período de sete anos representa um certo conjunto de experiências e aprendizagens. Essas fases podem ser compreendidas em termos mais concretos como estágios do desenvolvimento, mas elas podem ainda mais ser vistas como estágios espirituais de desenvolvimento que não correspondem necessariamente à idade cronológica da mulher, embora às vezes isso ocorra.