Quando a mulher renuncia aos seus instintos que lhe indicam a hora certa para dizer sim ou não, quando ela renuncia ao seu insight, sua intuição e outros traços de natureza selvagem, ela se encontra, então, em situações que prometem ouro mas que acabam gerando dor.

Algumas mulheres desistem da sua arte em troca de um grotesco casamento por interesse, abandonam o sonho de uma vida para ser uma boa esposa, boa filha ou boa menina, ou renunciam à sua verdadeira vocação a fim de levar o que elas esperam que venha a ser uma vida, mais aceitável, mais plena e mais digna. Por esses meios e por outros perdemos nossos instintos. Em vez de nossas vidas se encherem com a possibilidade de iluminação, somos encobertas por uma espécie de "obscurecimento". Nossa capacidade exterior de penetrar na natureza das coisas bem como nossa visão interior estão em sono profundo de tal forma que, quando o diabo chega e bate à porta, nós vamos até ela, como sonâmbulas, e deixamos que ele entre.

Comentários

  1. O diabo simboliza a força sinistra da psique, o predador, que nessa história
    não é reconhecido pelo que é. Esse diabo é um bandido arquetípico que precisa da
    luz, que a deseja e a rouba. Em tese, se a luz lhe fosse dada — ou seja, uma vida com a
    possibilidade do amor e da criatividade — o diabo não seria mais o diabo.
    Nessa história, o diabo se apresenta porque a doce luz da jovem o atraiu. Sua
    luz não é qualquer uma, mas a de uma alma virginal presa num estado de
    sonambulismo.

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O que vemos são duas mulheres que, durante o prazo de sete anos, vêm a se conhecer mutuamente. O espírito de branco é semelhante à telepática Baba Yaga em "Vasalisa", que é uma representação da velha Mãe Selvagem. Como a Yaga diz a Vasalisa, muito embora nunca a tenha visto antes, "Sei, conheço o seu pessoal", esse espírito feminino que toma conta da estalagem no outro mundo já conhece a jovem rainha, pois ela também faz parte da sagrada Mulher Selvagem, que tudo sabe.

As idades e os estágios da vida da mulher fornecem tanto tarefas a serem realizadas quanto atitudes nas quais enraizá-las.

Depois disso, nosso espírito reage movimentando-se quando nos movemos, procurando alcançar quando procuramos alcançar, caminhando quando caminhamos, mas sem nenhum sentimento no que faz.