Portanto, é nessa descida que perdemos nossas mãos psíquicas, aquelas partes do nosso corpo que em si mesmas se assemelham a dois pequenos seres humanos.

Nos tempos antigos, os dedos eram comparados a pernas e braços, e a articulação do pulso, à cabeça. Esses seres sabem dançar; eles sabem cantar. As mãos são seres por si sós.Como mulheres, tocamos muitas pessoas. Sabemos que nossa palma é uma espécie de sensor. Quer seja num abraço, numa palmadinha, quer seja num simples toque no ombro, estamos interpretando as pessoas que tocamos. Se estivermos ligadas a La Que Sabé, sabemos o que o outro ser humano sente quando o apalpamos. Para algumas pessoas, chegam-lhes informações sob a forma de imagens e até mesmo de palavras, dando-lhes conta do estado emocional do outro. Poderíamos dizer que existe nas mãos uma espécie de radar. As mãos não são só receptores, mas também transmissores. Quando apertamos a mão de alguém, podemos enviar uma mensagem, e com freqüência o fazemos através da pressão, da intensidade, da duração e da temperatura da pele. As pessoas que, consciente ou inconscientemente, têm más intenções apresentam toques que dão a impressão de estar fazendo perfurações no corpo da alma psíquica do outro. No outro pólo psicológico, a colocação das mãos sobre uma pessoa pode aliviar, confortar, remover a dor e curar. Esse é o conhecimento da mulher através dos séculos, transmitido de mãe para filha

Comentários

  1. O predador da psique conhece tudo a respeito do profundo mistério associado
    às mãos. Em muitas partes do mundo, uma forma extremamente patológica de
    demonstrar desumanidade está em seqüestrar e decepar as mãos da vítima: mutilar a
    função de sentir, ver e curar do ser humano. O assassino não sente e por isso não
    quer que sua vítima sinta. É exatamente essa a intenção do diabo, pois o aspecto não
    redimido da psique não sente e, na sua inveja doentia de quem sente, ele é levado a
    um ódio cortante. O assassinato da mulher com instrumentos de corte é o tema de
    muitas histórias. Esse diabo, porém, é mais do que assassino. Ele é um mutilador. Ele
    exige a mutilação, não a escarificação decorativa ou simplesmente iniciática, mas
    aquele tipo de mutilação que deixa a mulher inválida para sempre.Quando dizemos que as mãos da mulher foram decepadas, queremos dizer que
    ela está forçosamente afastada da possibilidade de se consolar, de promover uma
    cura imediata; está completamente incapacitada para fazer qualquer coisa que não
    seja seguir o caminho antiqüíssimo. Portanto, é correto que continuemos a chorar
    durante esse período. É a nossa proteção simples e poderosa contra um demônio tão
    lesivo que nenhuma de nós consegue compreender totalmente sua motivação ou
    razão de ser.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Durante a trajetória da mulher por esses ciclos, suas camadas de defesa, proteção e densidade vão se tornando mais diáfanas até que o brilho da sua própria alma começa a transparecer. Podemos sentir e ver o movimento da alma dentro da psique corporal de uma forma surpreendente à medida que envelhecemos cada vez mais.

O sétimo estágio — O noivo e a noiva selvagens

A vida da mulher é dividida em fases, cada uma com sete anos. Cada período de sete anos representa um certo conjunto de experiências e aprendizagens. Essas fases podem ser compreendidas em termos mais concretos como estágios do desenvolvimento, mas elas podem ainda mais ser vistas como estágios espirituais de desenvolvimento que não correspondem necessariamente à idade cronológica da mulher, embora às vezes isso ocorra.