O segundo estágio — A mutilação

No segundo estágio da história, os pais voltam trôpegos para casa, derramando lágrimas sobre seus belos trajes. Exatamente três anos depois, o diabo vem apanhar a sua filha. Ela se banhou e pôs um vestido branco. Ela fica parada num círculo de giz que traçou à sua volta. Quando o diabo estende a mão para segurá-la, uma força invisível o atira do outro lado do quintal. Ele lhe ordena que não se banhe. Ela degenera para uma condição animalesca. No entanto, chora nas próprias mãos, e mais uma vez o diabo não consegue tocá-la. Ele então determina que o pai lhe corte as mãos para que ela não possa chorar sobre elas. O pai obedece, e assim termina sua vida como era até então. Entretanto, ela chora nos tocos dos braços, e mais uma vez o diabo não consegue dominá-la, o que o faz desistir.

Comentários

  1. A filha saiu-se muito bem, considerando-se as circunstâncias. Mesmo assim,
    ficamos entorpecidas quando passamos por esse estágio e percebemos o que nos foi
    feito, como cedemos diante da vontade do predador e do pai apavorado de tal forma
    que acabamos mutiladas.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Portanto, quando o moleiro começa a cortar lenha, poderíamos dizer que a psique começou a fazer o trabalho extremamente árduo de produzir luz e calor para si mesma

O sétimo estágio — O noivo e a noiva selvagens

A vida da mulher é dividida em fases, cada uma com sete anos. Cada período de sete anos representa um certo conjunto de experiências e aprendizagens. Essas fases podem ser compreendidas em termos mais concretos como estágios do desenvolvimento, mas elas podem ainda mais ser vistas como estágios espirituais de desenvolvimento que não correspondem necessariamente à idade cronológica da mulher, embora às vezes isso ocorra.