Na metáfora da mutilação das mãos, vemos que algo advirá disso. No mundo subterrâneo, sempre que alguma coisa não consegue viver, ela é derrubada e dividida para ser usada de outro modo. Essa mulher da história não é velha, não está doente, mas ela precisa ser despojada já que não pode continuar sendo como era antes. Contudo, há forças que estão à sua espera para ajudá-la a curar-se

No entanto, ao cortar fora suas mãos, o pai aprofunda a descida, acelera a disolutio, a difícil perda de todos os nossos valores mais caros, que significam tudo, a perda do ponto privilegiado, a perda das linhas do horizonte, a perda dos nossos pontos de referência acerca daquilo em que acreditamos e por que motivos. Nos ritos aborígines no mundo inteiro, a idéia é confundir definitivamente o rotineiro para que o místico possa ser facilmente apresentado aos iniciandos.

Comentários

  1. Com o corte das mãos, é realçada a importância do restante do corpo psíquico
    e dos seus atributos, e nós sabemos que o tolo pai regente da psique não tem muito
    tempo de vida pois a mulher profunda e mutilada vai cumprir sua tarefa, com ou sem
    a assistência e proteção do pai. E por mais medonho que possa parecer a princípio,
    essa nova versão do corpo vai ser de ajuda.

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