Deve-se, porém, realçar o fato de ser assim que todo mundo começa. Nessa história, o pai representa o ponto de vista do mundo objetivo, o ideal coletivo que pressiona as mulheres a serem murchas em vez de exuberantemente selvagens. Mesmo assim, não há vergonha nem culpa no fato de você ter renunciado aos seus ramos floridos. É, sem dúvida, você sofreu. E pode ter dado anos, até mesmo décadas, em troca de nada. No entanto, existe uma esperança.
Portanto, o que deveria ser a árvore florida e nutritiva da psique perde seu
poder, seus botões, sua energia; é iludida; é forçada a renunciar ao seu potencial, sem
compreender o pacto em que entrou. O drama inteiro quase sempre começa e firma
sua posição fora da consciência da mulher.
A mãe no conto de fadas informa a toda a psique o que ocorreu. Ela diz:
"Acordem! Vejam o que fizeram!" E todo mundo acorda tão rápido que chega a doer.
Mesmo assim, a notícia é boa, pois a mãe fraca da psique, que antes ajudava a diluir e
a embotar a função dos sentidos, acabou de perceber o horrível significado do pacto.
Agora, a dor da mulher chega ao consciente. Quando a dor é consciente, ela pode
fazer algo a respeito. Ela pode usá-la para seu aprendizado, para seu fortalecimento,
para se tornar uma mulher que sabe.
Com o passar do tempo, haverá notícias ainda melhores. Aquilo que foi dado
pode ser resgatado. Pode ser restaurado ao seu lugar correio na psique. Vocês verão.


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